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ESTUDO: A POSTURA DE CRISTO DIANTE DA CULTURA RELIGIOSA DE SUA ÉPOCA

As nossas culturas e tradições possuem grande peso na formação da nossa percepção da vida; e, até mesmo, da nossa percepção de Deus. Cristo sabia e sabe muito bem disso.

A POSTURA DE CRISTO DIANTE DA CULTURA RELIGIOSA DE SUA ÉPOCA

A POSTURA DE CRISTO DIANTE DA CULTURA RELIGIOSA DE SUA ÉPOCA

Do latim cultura, culturae, que significa “ação de tratar”, “cultivar” ou “cultivar a mente e os conhecimentos”. Originalmente, a palavra culturae se originou a partir de outro termo latino: colere, que quer dizer “cultivar as plantas” ou “ato de plantar e desenvolver atividades agrícolas”.

Toda cultura nasce como fruto de uma ou de um conjunto de crenças na mente de uma pessoa ou de um povo. A partir da exteriorização dessas crenças, nascem os usos e costumes dos povos. Cada povo e geração têm e tiveram a sua própria cultura, fruto de suas crenças locais e temporais. O grande problema é que os homens “divinizam” as suas culturas, criando o que eu chamo de “culturas divinizadas”. Eles sacralizam as suas crenças; fruto da vaidade, do capricho, da ignorância e dos devaneios de suas mentes. Certas crenças-culturas evoluem tanto em seu processo de sacralização que viram até doutrinas religiosas de homens ou, até mesmo, religiões; enquanto outras, com o passar do tempo, viram mitos e lendas. O resultado disso tudo é a grande diversidade de crenças que temos em todo o mundo – gerando, dessa forma, uma grande confusão; uma verdadeira babilônia planetária. Certas culturas e doutrinas carregam grande fascínio místico; outras carregam até verdades psicológicas (o que é uma coisa boa), todavia dão honra a conceitos que não procedem do Evangelho segundo Cristo, mas sim das invencionices de homens. Na época de Jesus o maior, mais poderoso e mais zeloso grupo religioso que existia eram os chamados fariseus. Era a maior religião que afirmava adorar o Deus Criador dos céus e da terra. Eles tiveram as experiências dos seus antepassados, a Lei e a Palavra de Deus através dos Profetas; todavia, devido à dureza, conveniência e ganância por poder dos seus corações, eles transformaram esses privilégios em uma cultura/tradição humana. Construíram um império religioso, ganharam poder e status diante da sociedade. No capítulo 7, nos versículos de 1 a 13 de Marcos, está narrado um verdadeiro confronto a respeito desse assunto entre Jesus, os fariseus e alguns mestres da Lei. Vamos ler a narrativa com atenção:

Marcos 7:1: Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.

Marcos 7:2: E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar 

Marcos 7:3: (pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 

Marcos 7:4: quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]), 

Marcos 7:5: interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar? 

Marcos 7:6: Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 

Marcos 7:7: E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

Marcos 7:8: Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. 

Marcos 7:9: E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. 

Marcos 7:10: Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.

Marcos 7:11: Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 

Marcos 7:12: então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 

Marcos 7:13: invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes. 

O texto é muito claro e elucidativo: a maior religião da época de Jesus, que afirmava adorar o Criador dos céus e da terra, anulava a Palavra de Deus em favor de sua cultura/tradição humana. Jesus afirmou que eles estavam, jeitosamente, enganando o povo quando diziam para eles que eles estavam dispensados de ajudar os pais se eles, ao invés de ajudar os pais, ofertassem ao Senhor (ao templo deles). Jesus ainda disse que eles (os fariseus e os mestres da Lei) faziam muitas outras coisas semelhantes a essa. Em nossos dias quem faz o papel de anular o Evangelho da Graça de Deus em favor das doutrinações humano-religiosas é o Cristianismo — com as suas diversas ramificações doutrinárias. Mas graças a Deus que a distorção do verdadeiro significado do Evangelho foi profetizada de antemão por Cristo e pelos apóstolos. É claro que não são só as culturas e tradições religiosas que nos traumatizam e nos afastam da Verdade que nos traz paz. As diversas culturas/tradições do mundo, assim como a nossa cultura/tradição familiar (quando é uma cultura adoecedora), muitas vezes, nos traumatizam e alteram a nossa percepção acerca de Deus e de toda a vida que nos cerca. Talvez você esteja pensando: “a religião, o mundo e/ou a minha própria família roubaram a minha identidade e tudo aquilo que eu queria ser”. Se você está nesse estado, eu quero lhe dizer que eu só conheço uma “terapia” que pode te curar: a verdadeira Palavra da Vida. Para isso você precisará abandonar tudo aquilo que te faz mal, e beber, pela fé, o único e verdadeiro leite espiritual para a Vida que existe. Quando cremos na Palavra do jeito que Ela é, Ela é capaz de ressignificar o nosso interpretar da vida. Um abraço naquele que ressignifica o nosso olhar.

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Bruno Monsores é Escritor, Evangelista e Idealizador do site de ensino do Evangelho Crendo como diz a Escritura (CCDAE), pelo qual ensina e anuncia o Evangelho da Graça de Deus.

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