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Jesus Cristo e a liberdade de expressão

Como Jesus tratou a questão da liberdade de expressão em seu tempo? Ao contrário do que a maioria da sociedade possa imaginar, Jesus Cristo era sim uma pessoa democrática no sentido de que Ele não sufocava a liberdade de expressão das almas dos seus contemporâneos. Leia e medite em mais esse texto edificante do Crendo como diz a Escritura. #CrendoComoDizAEscritura

Liberdade de expressão

             Liberdade de expressão

Ao contrário do que a maioria da sociedade possa imaginar, Jesus Cristo era sim uma pessoa democrática no sentido de que Ele não sufocava a liberdade de expressão das almas dos seus contemporâneos. Ele ouvia a todos e, com sabedoria e amor, respondia até mesmo as perguntas mais capciosas de seus piores opositores — os Escribas e os Fariseus. Certa vez, quebrando paradigmas preconceituosos de sua época, Jesus Cristo ouve as expressões e conflitos de fé de uma mulher samaritana próximo ao poço de Jacó em Israel. A grande questão ali era que, além de os judeus daquela época considerarem os samaritanos um povo de segunda categoria, “pegava mal” para um judeu conversar sozinho com uma mulher em um lugar isolado – ainda mais se está mulher fosse de “casta” samaritana.  A mulher samaritana só não sabia que aquele quem falava com ela não discriminava a ninguém, não era xenófobo, misógino, não fazia acepção de pessoas (a velha história do “eles e nós”) e ouvia a voz da expressão da alma de todos – inclusive de mulheres samaritanas colocadas à margem da sociedade. O Mestre sabia que a cura dos conflitos e das mazelas psíquicas e emocionais que habitam os seres humanos inicia através da liberdade de expressão, o que possibilitava a cada indivíduo daquela sociedade se derramar e se abrir em fé diante Dele. Ele passou pela sociedade judaica sem reprimir a liberdade de expressão e sem mandar ninguém calar a boca e, quando não concordava com algo, expunha suas convicções com sabedoria, discernimento e bom senso diante de seus opositores. Muitos – e até mesmo opositores – costumavam ficar maravilhados com seu ensino. Mesmo os obstinadamente resistentes, ainda que não abraçassem o ensino Dele, tinham que admitir silenciosamente em suas consciências que o seu ensino tinha coerência com tudo aquilo que se chama vida, amor, graça e liberdade. Até mesmo os hipócritas e dissimulados tinham o direito de serem ouvidos e respondidos por Cristo.

Eu sou cristão, todavia não concordo e fico chocado com a disseminação de ódio e hostilização de alguns, ou quiçá muitos cristãos (principalmente evangélicos radicais), diante da opinião religiosa e/ou política contrária à deles – com certeza eles não aprenderam isso com Jesus Cristo, pois Ele respeitava a liberdade de expressão das pessoas. Em um outro momento, alguns religiosos moralistas trouxeram-lhe uma mulher adultera diante Dele e, pondo-a no meio, disseram-lhe: “Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” Cristo, sem moralismo, com sabedoria e cheio de compaixão, se coloca no lugar daquela mulher e, tornando-se a voz protetora da vida dela, diz: “Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra.” Aquela mulher não podia se expressar e defender-se diante dos moralistas gritantes e raivosos da lei daquela sociedade, todavia Cristo expressou-se por ela e a defendeu. Depois que os acusadores daquela mulher foram embora, houve em fim silêncio e Cristo perguntou a ela: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? “ e “Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.”

Ou seja, Cristo não nega que ela cometeu um pecado; mas, por outro lado, também não tira o direito dela de expressar-se, de ser ouvida, de ser defendida e de ser curada com a “lei” do perdão e da Graça. Cristo relativiza a lei daquela sociedade (lei de Moisés, no caso) e salva aquela mulher da sentença. Aqueles acusadores foram todos embora, pois as consciências deles pesaram ao ouvir aquela palavra. Todos tinham pecados e delitos, porém só não eram pegos pela lei humana. Para Cristo, a “lei” da Graça e da liberdade da expressão da alma estava acima de qualquer lei humana que puna o pecador/infrator com tortura e/ou morte. Aliás, foi por causa disso que Ele morreu torturado: para perdoar os nossos delitos e pecados e para que não sejamos condenados à tortura e/ou a pena de morte eterna. Qualquer lei humana que torture, mate ou invalide a liberdade de expressão, está indo contra o Espírito de Cristo. Eu penso que até o Filósofo iluminista, Voltaire – que não era declaradamente cristão – esteja a frente de muitos cristãos de hoje em dia no que tange a liberdade cristã e de expressão social-democrática. Concordo com a frase atribuída a ele, que diz: “posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”.

Sugestão da sua próxima leitura: “Um grande mal social que Jesus nos alertou”

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Bruno Monsores é Escritor, Evangelista e Idealizador do site de ensino do Evangelho Crendo como diz a Escritura (CCDAE), pelo qual ensina e anuncia o Evangelho da Graça de Deus.

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