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PAULO DE TARSO: O HOMEM QUE PACIFICOU O CONFLITO EXISTENCIAL DOS GREGOS

Nesse estudo você verá como Paulo de Tarso anunciou e descreveu Deus aos Gregos de Atenas. Verá como a sua fé (baseada nas Escrituras e no Deus que Jesus descreveu aos homens) pacificou o conflito existencial dos Gregos de Atenas. Leia e pacifique o seu coração também.

Paulo de tarso

              Paulo de tarso

Diz a sabedoria popular que todos nós temos um pouco de filósofo. De fato, de onde viemos, para onde vamos, o que estamos fazendo aqui e qual é a verdade da existência são quatro questionamentos que nortearam todo o pensamento filosófico-humano existente desde os primórdios da humanidade. Tais questionamentos são frutos da nossa avidez natural por significado existencial. Ora, nesse sentido, o filósofo italiano, Antonio Gramsci, estava certo quando ele disse: “todos nós somos até certo ponto filósofos. ” Sendo bem sucinto, eu poderia dizer que as religiões e a  filosofia, de um modo geral, são cadeias de compreensões sobre a vida que nasceram de corações que, como o nosso, buscavam verdades existenciais e significado para a vida. Com tal busca, muitas coisas foram acontecendo no decorrer da história humana; religiões foram criadas, a filosofia grega nasceu e diversos pensadores se levantaram. Tivemos, então, muitos pensamentos bons registrados na história. Pensamentos esses que nos ajudaram a refletir sobre a vida e a nos encontrar existencialmente; porém, por outro lado, também tivemos muitos raciocínios suspeitos e divorciados da verdade, do amor e do nosso bom senso intuitivo. Eu, particularmente, creio que é impossível para alguém responder a tais perguntas existenciais, sem se esbarrar na questão da espiritualidade e de um possível Criador de todas as coisas. Prova disso é que os próprios filósofos gregos, por mais intelectuais e geniais que eles tivessem sido, não conseguiram de todo se desvincularem de suas intuições que diziam que existia algo que está para além deles. Tais filósofos intuíam que existia um ser superior, porém, na questão de ter uma fé inteligente, eles ainda eram muito primitivos. Uma prova disso está no filósofo pré-socrático chamado Empédocles. A história nos conta que Empédocles se atirou dentro do vulcão Etna, situado na parte oriental da Sicília, na Itália, apenas para provar aos seus discípulos que a alma era imortal. Ele acreditava que, depois que seu corpo fosse destruído pelas lavas, ele apareceria na frente de seus discípulos como “alma”, todavia o vulcão “cuspiu” apenas as suas derretidas sandálias de bronze. De fato, faltava uma diretriz para a compreensão e fé dos gregos. Essa diretriz veio no século primeiro, quando um homem judeu com cidadania Romana, chamado Paulo de Tarso, visitou a cidade de Atenas, na Grécia. Paulo de Tarso era um homem de fé, de fibra, culto, sábio e com vasto conhecimento. Quando ele chegou a cidade, se posicionou em um ponto estratégico por onde passavam várias pessoas, e começou a discursar sobre o Deus único que acreditara. Ora, os gregos não se ocupavam com outra coisa senão em contar ou ouvir alguma novidade de conhecimento, pois o povo daquela cidade era sedento por encontrar a verdade da vida. Não demorou muito, e os gregos ficaram curiosos para saber o que Paulo de Tarso estava falando. Então um grupo deles agarraram-lhe pelo braço e o levaram para discursar em um local chamado Areópago (o Areópago era um lugar no qual os gregos se reuniam para ouvir os principais pensadores e filósofos). Então, Paulo de Tarso ficou de pé, e, tomando a palavra, começou a se expressar mesclando sua palavra com expressões do antigo do Filósofo e Profeta grego chamado Epimênides, na frente do Areopagita (uma espécie de gestor do local) e dos demais, assim dizendo:

“Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito tementes a “deuses” de pedra, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Dono dos céus e da terra, logo não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. “Pois, nele vivemos, nos movemos e existimos”, como disseram alguns dos poetas de vocês: “Também somos descendência dele”. Assim, visto que somos descendência desse Deus, não devemos pensar que o Criador de toda matéria do universo é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem.  No passado Deus não levou em conta essa alienação do conhecimento de Dele, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos: 22-31

Para que você entenda melhor as palavras de Paulo de Tarso, deixo abaixo uma descrição sobre o Filósofo e Profeta Epimêdes.

“Epimênides nasceu em Cnossos, na ilha de Creta (segundo Estrabão, ele era natural de Festo, Creta[1]). Diz-se que esteve em Atenas no tempo de Sólon, onde os achados históricos, conforme descrito por Diógenes Laertius, lhe atribuem ter limpado a cidade de uma praga que a assolava. Diz-se também que já visitara a cidade dez anos antes das guerras com os persas, sendo que as duas visitas estão separadas por mais de cem anos. Todavia, várias autoridades relataram que ele viveu entre 154 e 299 anos.

Dito como “homem estranho” pelo seu povo, Epimênides era um dos poucos da sua época e região que criam em apenas um Deus e, segundo conta Diógenes Laertius, quando houve a praga em Atenas muito se fizeram de holocaustos para “apaziguar a fúria dos deuses”, que passavam de 30 000, ou seja, tinham mais deuses em estátuas nas ruas do que pessoas vivendo em Atenas, onde foram até chamados sacerdotes egípcios e babilônicos para tentarem resolver aquela praga, mas sem sucesso algum. Quando então lembraram o Deus único de Epimênides, então o chamaram. Ele mostrou-os o erro de adorarem deuses que não poderiam os ajudar em nada, e mandou que colocassem ovelhas no alto do areópago que estas iriam lhes mostrar o local onde esse Deus queria ser adorado. Então, num ato “místico” as ovelhas desceram o areópago e andaram até um local onde não havia nenhum tipo de idolatria. E ali os artífices construíram um altar e como não sabiam o “nome” desse Deus, a mando de Epimênides talharam como “o Deus desconhecido” (assim como descrito em Atos 17:23) e assim conseguiram resolver o problema da praga.”

Paulo de Tarso acrescentou o ingrediente que faltava à compreensão dos gregos, a saber: a revelação de que eles intuíam o Deus único e Criador de toda a matéria existente,  mas não o conheciam;  daí Epimênides pedir para os gregos escreverem  no altar: “ao Deus desconhecido”. Paulo então encoraja eles a converterem as suas compreensões conforme o  conhecimento do Deus Criador de tudo. Deus não deixa e nunca deixou nenhum povo sem a sua Luz, ainda que seja apenas um pequeno raio de Luz. Sabe, nos quatro cantos da terra temos milhares de pessoas que intuem esse Deus, todavia elas estão precisando apenas de um ingrediente que as faça abraçar a fé de Cristo. Paz de Cristo a todos.

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Bruno Monsores é Escritor, Evangelista e Idealizador do site de ensino do Evangelho Crendo como diz a Escritura (CCDAE), pelo qual ensina e anuncia o Evangelho da Graça de Deus.

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