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Reforma Protestante: uma exposição histórica e reflexão sobre o fato

Sempre houveram momentos na história em que a conjuntura e a vivencia social chegara em um nível insuportável e a Reforma protestante aconteceu em um desses momentos. #CrendoComoDizAEscritura

Reforma protestante

                 Reforma protestante

Introdução e exposição histórica sobre a Reforma protestante e o seu contexto social

Sempre houveram momentos na história humana em que a conjuntura e a vivência social chegara em um nível insuportável. Foram justamente nesses momentos, em que o caos reinou, que surgiram os gritos sociais de clamor, dizendo “Basta! Não aguentamos mais!”. Esse descontentamento por parte do povo (que sempre foi a maioria) gerava e gera o que a sociologia vai chamar de “movimentos sociais”. Um dos mais marcantes cenários em que a sociedade humana estava à beira de um colapso social, econômico e político foi na Europa dos séculos XV, XVI e XVII. Esse foi um período (idade moderna) bastante conturbado em toda a Europa, pois o mundo estava há mais de um século (durante toda  a idade média, também conhecida como idade das trevas) sobre a opressão, abusos e os caprichos de uma gestão religiosa (conhecida como igreja católica apostólica romana) onde os poderes do mundo (social, político, educacional, econômico etc.) eram totalmente concentrados nas mãos dos reis (que eram ditos como enviados por Deus para reinar sobre a terra) e do alto clero (que era a alta classe religiosa). A gestão religiosa católica sempre passou por fortes opositores (inclusive no seu início, na idade média, com Agostinho de Hipona), todavia foi num período da idade moderna (mais de mil anos depois de Agostinho) chamado pela história de “renascentismo” que a gestão católica começa a perder sua força. Renascentismo vem de renascer, alguma coisa estava renascendo na Europa daquele período. O que estava renascendo era a consciência de liberdade democrática-social que as sociedades da idade antiga possuíam (sociedades gregas e romanas) antes do advento da gestão opressora e implacável da igreja católica. Esse período renascentista aconteceu quase que junto com a Reforma protestante, mas um pouquinho (bem pouco) antes dela acontecer. Depois da Reforma protestante (ainda na idade moderna) também tivemos um outro grande movimento social (esse fortemente filosófico e reformador político-social) chamado de Iluminismo – que também tinha como objetivo destronar a gestão pública da igreja católica. Se você reparar, perceberá que esse processo aconteceu em cadeia na Europa da idade moderna (Renascentismo > Reforma protestante > Iluminismo). A gestão da igreja católica enfrentou fortes oposições tanto dos “de dentro” dela quanto dos “de fora” dela através desses três (3) movimentos. Por exemplo, no período renascentista, tivemos um grande número de artistas renascentistas (como os italianos Sandro Botticelli e Leonardo da Vinci, esse último autor do famoso quadro Monalisa) que pintaram quadros que expressavam a vontade que eles possuíam de voltar à liberdade democrática da Idade antiga (assim como na ditadura no Brasil, onde os músicos se utilizaram da música popular para se expressarem, na Europa daquela época, uma boa forma de se expressar sutilmente era através das artes renascentistas); já no período da Reforma protestante, tivemos, de dentro das entranhas do catolicismo Romano,  o “grito” de Lutero, um monge agostiniano alemão; no período iluminista, tivemos a figura clássica do Jean-Jacques Rousseau, um importante filósofo e pensador iluminista suíço, o qual certa vez disse:

“Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém.”

O surgimento da Reforma protestante

Eu fiz essa exposição e análise histórica até aqui para que você se localize no tempo e entenda o contexto social da reforma protestante. Lutero e outros reformadores disseram coisas lindas e edificantes baseadas nos princípios do Evangelho de Cristo, eles foram responsáveis por transformar a consciência em fé daquele contexto religioso-social. Com a queda da gestão católica sobre o mundo daquela época, os “de fora” da igreja católica formaram o que chamados de “Estado democrático laico” e os “de dentro” da igreja católica formaram a religião protestante.

A reforma protestante foi como um luzeiro que logo se apagou.

Junto com o Renascentismo e com o Iluminismo, a Reforma protestante resultou em bens sociais como a democracia, a liberdade de expressão, o acesso ao conhecimento e o livre comércio; todavia, nem tudo são flores, pois, já no começo da Reforma protestante, a fé conforme o Evangelho já começou a ser corrompida por conflitos de interesses, barganhas, busca pelo poder e intolerância – resultando no cenário caótico que vemos hoje na idade contemporânea. A reforma protestante foi como um luzeiro que logo se apagou. A história nos ensinou que sempre que uma classe social através de um movimento social (seja religioso ou não) consegue subir ao poder, ele se corrompe com muita facilidade, se tornando opressor e manipulador de pessoas dentro de seu âmbito de poder.

Cristo disse:

“Então Jesus os chamou e explicou: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que são as pessoas importantes que exercem poder sobre as nações. Não será assim entre vós. Ao contrário, quem desejar ser importante entre vós será esse o que deva servir aos demais. E quem quiser ser o primeiro entre vós que se torne vosso escravo.” Mateus 27: 25;26;27

Reflexão sobre a história da Reforma protestante

Eu creio que alguns reformadores eram homens cujo coração não possuía dolo e sou edificado por muitas de suas palavras de luz e refrigério, todavia somente Deus conhece as verdadeiras intenções dos bastidores do coração de cada indivíduo. Deus se importa mesmo é com o nosso coração; a história por trás dos corações humanos não foi registrada, mas Deus assistiu e assiste cada uma em todo o tempo.

Eu, particularmente, creio que os maiores protagonistas de Deus na história humana foram justamente aqueles que não tiveram tanto “ibope” histórico ou mesmo anônimos de Deus. Cristo opera em circunstâncias e situações sociais, porém o objetivo Dele nunca foi reformar uma “casa religiosa”, mas sim transformar consciências de indivíduos sobre a terra, derramando sobre eles Fé, Amor, Esperança e Bom ânimo.

A reforma protestante foi um luzeiro importante, mas viva ao nosso Rei, Salvador, Transformador e Luz chamado Jesus Cristo, viva o nosso Deus.

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Bruno Monsores é Escritor, Evangelista e Idealizador do site de ensino do Evangelho Crendo como diz a Escritura (CCDAE), pelo qual ensina e anuncia o Evangelho da Graça de Deus.

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