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MAS, AFINAL DE CONTAS, DEVEMOS OU NÃO DEVEMOS CONGREGAR?

Muito se discute hoje a seguinte questão: devemos ou não devemos congregar? Leia esse estudo e tire, de uma vez por todas, as suas dúvidas. #CrendoComoDizAEscritura

MAS, AFINAL DE CONTAS, DEVEMOS OU NÃO DEVEMOS CONGREGAR?

MAS, AFINAL DE CONTAS, DEVEMOS OU NÃO DEVEMOS CONGREGAR?

É mandamento de Cristo congregar? Nossa salvação depende das nossas reuniões?  Aquele que, por um motivo ou outro, não pode ou não deseja congregar vai para o inferno? Afinal de contas, devemos ou não devemos congregar? São essas e outras questões que eu quero, pela misericórdia de Deus, esclarecer sob a luz do Evangelho para você.

Bem, não há dúvida nenhuma de que os Apóstolos e a Igreja do primeiro século se reuniam. O novo testamento está repleto desse fato histórico. É bem verdade que eles não se reuniam em templos; eles se reuniam em casas ou em locais públicos. A Igreja não tinha diversos encontros semanais agendados em diversos horários do dia e em um local fixo onde a cidade toda se reunia; os encontros ocorriam quando davam, onde dava e conforme a disponibilidade e consenso de todos, ou seja, era um modus operandi singelo e sem espírito marqueteiro. Não havia campanhas religiosas para conseguir algo das mãos de Deus; havia orações diretas à Deus uns pelos outros. Não havia exploração da fé; havia a doação compassiva de uns pelos outros. Não havia um homem sobre um elevado de pedra (ou outro material) que se escondia atrás do “camarim” religioso após terminar o seu sermão; o que existia era um encontro humano com ensino, oração, doação e admoestação. Não existiam templos enormes e luxuosos; existiam locais de encontro, podendo ser até mesmo em praças públicas. Como você pode perceber, o modus operandi do congregar da Igreja do primeiro século era bem diferente daquilo que presenciamos hoje. De lá para cá a Igreja não foi se distanciando somente do Evangelho, mas também do modus operandi de congregar da Igreja primitiva. Mas, quando isso mudou? Ora, mudou no século 300, quando um Imperador de Roma, chamado Constantino, resolveu unificar o Estado e a política à fé cristã. Dessa junção, nasceu o poderoso Cristianismo. Constantino conseguiu transformar a singela fé das comunidades cristãs em uma Religião oficial baseada em pacotes doutrinários, os quais eram impostos à população. Constantino formalizou a fé cristã e a mesclou com a paganidade que havia no primeiro século, reformou alguns templos de deuses pagãos e dê-os em homenagem a Cristo; outros ele mesmo construiu. A decadência da Igreja foi progressiva e muitos em seus corações foram acrescentando esse fermento religioso à fé original. Martinho Lutero, indignado com todo esse retrocesso na fé cristã, tentou fazer a Reforma; e, a meu ver, ela foi benéfica, mas durou pouco tempo. Logo foram surgindo outros moveres fermentais que acrescentaram outros encorpamentos à fé cristã original. Os dois (2) mais recentes deles é o pentecostalismo — com seu legalismo escravizante, sua atmosfera mística-adoecedora e sem revelação do Evangelho, com seu modus operandi prejudicial à saúde mental e com suas muitas revelações fabricadas pelos devaneios do coração daqueles que foram treinados e adoecidos nesse modus operandi e nessa atmosfera mística. O outro movimento seria um movimento radical anti-Cristianismo e anti-Pentecostalismo que surgiu, principalmente, devido à indigesta distorção do Evangelho e exploração da fé por parte desses dois (2) sistemas citados. Esse movimento pode até falar algumas coisas corretas segundo a Escritura e contra o Cristianismo e o Pentecostalismo; todavia, devido a sua amarga frustração, falta de compaixão e fortalecimento da consciência na Graça, Paz e Amor de Deus, o movimento se demonstrou extremista; e, posteriormente, oportunista e fraudador do verdadeiro Evangelho da Graça de Deus. Sendo antirreligiosos, acabaram que eles mesmos se tornaram religiosos e fanáticos.

E aqui vale uma reflexão: “Cristo não deseja movimentos e contra-movimentos religiosos, principalmente se a força motriz desses for a amargura, o oportunismo ou a validação da própria imagem; Cristo deseja verdadeiros Evangelistas de seu verdadeiro Evangelho, cujas as principais motivações em propagar o Evangelho são a convicção no Evangelho, a gratidão para com a Graça recebida, a compaixão para com o próximo e a saciabilidade vocacional.”

Mas voltemos ao assunto se devemos ou não devemos congregar… Esse movimento também foi o responsável por espalhar a heresia radical de que não devemos congregar de jeito nenhum, a fim de contrapor uma heresia terrorista do Cristianismo que diz que devemos congregar, ou seja, que é obrigatório congregar e aquele que não congrega já está com seu passaporte carimbado para o inferno. É muita doença religiosa: uma heresia contrapondo a outra! Esses dois (2) extremos são radicais e adoecedores! O modus operandi da Igreja primitiva e o seu ensino nos fazem crer em um caminho equilibrado e sensato entre esses dois (2) polos radicais — onde um diz que devemos congregar e o outro diz que não devemos congregar. Já sabemos que está difícil achar um bom lugar para se reunir com os irmãos e ouvir a Palavra. Mas será que, por causa disso, não devemos congregar mais? Ora, na verdade a questão não é se devemos congregar ou não devemos congregar; a questão é: estamos nos reunindo para melhor ou para pior, ou seja, as reuniões estão te fazendo bem ou te fazendo mal? É saudável onde você congrega? É anunciado o verdadeiro Evangelho ou o Evangelho é distorcido para te condicionar e explorar a sua fé? Paulo afirma em 1 Coríntios 11:17 que os coríntios estavam se reunindo para pior e não para melhor. Lembre-se que o verdadeiro lugar de adoração é o seu coração, a verdadeira congregação é o corpo de Cristo e o verdadeiro templo é feito de carne. Então, se os lugares que estão disponíveis para você congregar te fazem mal, então melhor é não congregar do que destruir o verdadeiro templo de Deus, que é o seu ser. Por outro lado, quando possuímos esse lugar saudável ao nosso alcance, então bom é congregarmos. Se você não possui esse lugar ao seu alcance, não precisa ficar desesperado. Saiba que congregar saudavelmente é fundamental, porém o essencial mesmo é ser congregado no corpo de Cristo, e isso vem pela fé no Evangelho — pela Graça sois salvos. Mas talvez algum defensor de que devemos congregar a todo custo possa me perguntar assim: “Evangelista Bruno, o autor da carta aos Hebreus não afirmou em Hebreus 10: 25 que devemos congregar quando ele escreveu: “Não deixei a vossa congregação?” Devido a essa passagem, não seriamos obrigados a congregar a todo custo? Então é essa questão que eu vou esclarecer nas próxima linhas…

O versículo em questão é:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Hebreus 10: 25

Bem, primeiro precisamos saber o contexto desse texto. O autor da carta estava falando com hebreus (judeus que acreditavam em Jesus Cristo) que, por um motivo ou outro, estavam começando um processo de regressão da confiança na Graça em seus corações e colocando-a, deliberadamente e novamente, na Lei de Moisés. Eles estavam, mesmo conhecendo a verdade da Graça de Deus, rejeitando o sacrifício de Cristo com lucidez e deliberação. Pois bem, as reuniões das Igrejas do primeiro século tinham o objetivo de animar uns aos outros na confiança do Evangelho. Eles se aconselhavam, ensinavam acerca de Jesus e incentivavam uns aos outros acerca do Amor e das boas obras. Ora, esse é o congregar saudável e é desse congregar que o autor do texto estava falando. Se a reunião não for assim, melhor é ter a prudência de uma ovelha astuta e fugir dos lobos para resguardar a mente e a alma. Note que para o autor do texto “congregar” era sinônimo de encorajamento na Graça e no Amor de Deus e não de condicionamento mental, exploração da fé, distorção dos significados do Evangelho, terrorismo psicológico, opressão legalista ou motivacionalismo. Além disso, muitos irmãos da Igreja do primeiro século não sabiam ler e não tinham a revelação da Graça de Deus escrita como nós temos; eles possuíam cartas de irmãos que eram lidas em público nas reuniões. Então o caminho natural para aprender o Evangelho de Cristo, e assim serem encorajados, era os encontros entre eles. Hoje a maioria sabe ler, temos os escritos da Igreja primitiva em mãos e diversas tecnologias que possibilitam o ensino do Evangelho. O único meio que eles tinham de compartilhar o Evangelho era o encontro entre eles. Mas o fim de tudo era o encorajamento no Amor, na confiança e nas boas obras através do Evangelho. Se esse fim era suprido por outros meios (como muitas vezes o era através de cartas), então estava cumprido o objetivo final — que era transformar pessoas em cartas vivas do Evangelho. Saiba que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas e que congregar não é uma ordenança divina; todavia se reunir saudavelmente com verdadeiros irmãos é um privilégio que nem todos tiveram; e, nos nossos dias, cada vez menos pessoas o possuem. Não se desespere  caso  você não tenha um lugar para se reunir saudavelmente; ou, até mesmo, por um motivo ou outro, você não deseje se reunir. Você não vai para o inferno por causa disso! Saiba que o essencial mesmo é, como eu havia dito antes, sermos congregados no corpo de Cristo. Sabe, o Criador de todas as coisas é infinito e não é preso a uma reunião ou a um templo. O seu Espírito sopra nas consciências dos seus espalhados nos quatro cantos da terra. Ele fala através de pessoas ou diretamente, usando as mais variadas formas de linguagens; fala com bíblia ou sem bíblia; fala sob um teto ou ao ar livre. Ele é Espírito!

Bem, para finalizar esse texto sobre se devemos congregar ou não devemos congregar, eu quero entrar em uma última questão. Existe uma verdadeira terapia curativa na estimulação gerada pelo encontro humano em amor fraternal. Fomos criados também para nos relacionar e nos ajudar em amor. Então todos nós temos essa carência natural. Acontece que uma coisa é ter essa carência natural e a outra é ser uma pessoa carente. A ovelha carente é alvo fácil para lobos oportunistas! A pessoa já vem do mundo confusa e desencontrada; e, buscando ajuda, ainda cai na mão de lobos do Cristianismo que deixam a carência dela ainda maior, devido a doutrinas errôneas como a de que Deus habita em um endereço e a de que ela precisa frequentar regularmente esse endereço e ouvir o oráculo de Deus na terra para não se desviar da fé e ir para o inferno. E ainda precisa participar das campanhas sequenciais e temáticas e dar o dízimo mensal para não ficar em falta com Deus. A carência dessa pessoa ficará pior que antes, só que agora essa carência será mascarada e anestesiada com ativismo religioso e catarses dogmáticas, mas o buraco em seu coração ainda estará lá e maior ainda. Esse é o quadro da maioria das pessoas: congregam porque são carentes emocionais 2x mais e condicionadas nas doutrinas amedrontadoras de fidelidade ao suposto endereço de Deus. Acontece que quanto mais amadurecemos na verdadeira Graça e conhecimento de Deus, menos carentes ficamos e mais sólidos e  humanos nos tornamos. Então, quanto mais crescidos nessa Graça e nesse Conhecimento, o nosso congregar não será para ficar buscando “oxigênio” em oráculos, mas sim para sermos mais curados ainda através do encontro humano em amor e em fé. Mas lembre-se que a nossa salvação é somente e unicamente pela fé Naquele que nos congrega em seu corpo. Paz de Cristo.

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Bruno Monsores é Escritor, Evangelista e Idealizador do site de ensino do Evangelho Crendo como diz a Escritura (CCDAE), pelo qual ensina e anuncia o Evangelho da Graça de Deus.

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4 Comentários

  1. Avatar Jorge disse:

    Muito bom estudo!

  2. Avatar Lins disse:

    VERDADE. E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.” Hebreus 8:11 MUITOS NÃO QUEREM PREGAR VERDADE PARA NÃO PERDER O DOMÍNIO SOBRE AS PESSOAS. 1CO14 DIZ COMO É A ORDEM NOS CULTOS E NÃO É SÓ UM QUE FALA. AFINAL TODOS ATRAVÉS DO SENHOR JESUS CRISTO TEMOS O ESPÍRITO SANTO. E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio.” Atos 11:15E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo.” Atos 11:16 .

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